6 de dezembro de 2007

O "homem nuclear" com ADN espiritual




Num passado muito recente, alguns profetizaram que este milénio seria o milénio da espiritualidade. Nesta aurora que vivemos e tendo em conta a realidade mundial, fica a esperança de que essa primavera espiritual aconteça.


Ao olhar para a realidade da vida humana, ao longo de toda a História, mas particularmente nos nossos dias, verificamos que o homem tem fome de uma vida espiritual, mas continua a saciá-la com pão material.

O homem espiritual que queríamos construir continua a sentar-se à mesa da humanidade comendo o banquete do “homem nuclear”. Ou seja, daquele que se vê como «um dos últimos na experiência da existência, e não tanto como um pioneiro que trabalha para um novo futuro, pois os mesmos poderes que lhe permitem criar vida nova contêm em si o potencial de autodestruição».

O Homem criado por Deus continua a comungar a humanidade, esquecendo-se de Deus e da sua origem divina. O homem materializado continua a fazer-se deus, esquecendo o Deus de todos.


Do homem natural
ao homem espiritual

Mas, se percorrermos o calminho interior do homem, descobrimos que a sua árvore genealógica, o seu ADN, é essencialmente espiritual. «A vossa vida está escondida com Cristo em Deus.» (Cl 3,1-4: Dia de Páscoa, II Leitura)

Richard Bach diz que o ser humano é uma expressão de vida, emana luz e reflecte o amor em qualquer dimensão que decida tocar. A humanidade não é uma simples descrição física: é uma mente humana e divina que faz com que o homem, longe de se sentir um “anjo infeliz”, se contemple como criatura de Deus numa harmonia integral com o mundo, com a natureza, com o seu corpo, a sua sexualidade, o seu trabalho, a arte, a ciência, a politica, o sofrimento, o seu sentir… Com a vida.


Da alienação espiritualista
à descoberta da espiritualidade


O homem é um “animal espiritual”, vitalizado pelo pneuma (sopro) divino. Este pneuma divino é bem diferente do “espírito di(o)vin(h)o”, onde tantos jovens procuram saciar a sede de espiritualidade em “shots” de prazer momentâneo, os quais, mais do que dar vida, queimam a possibilidade de viver. Em tragos de espiritualismos meramente juvenis. De euforias banais que, em vez de felicidade, nos cumulam com frustração e amarguras figadais alheias a uma realização intemporal. Não será isto uma patologia espiritual, que precisa de ser purificada em Jesus Cristo, o único capaz de nos inebriar com a força da sua ressurreição?

Contudo, muitos jovens e muitos adultos também já perceberam que, na realidade actual, «não podem viver resignados a uma vida fechada no tempo, sem determinação, sem horizontes e sem esperança». É por isso que em toda a parte surgem espaços que permitam o encontro das pessoas consigo mesmas e com a descoberta da sua espiritualidade.

Pode ser através da oração, da celebração litúrgica, dos exercícios espirituais, da contemplação, meditação e reflexão, da introspecção, do yoga, zen e outras técnicas orientais; umas vezes em comunhão com a mística da Igreja, outras vezes concorrentes com ela.

Esta é uma realidade do tempo, para que assim se possa descobrir e sentir a intemporalidade da vida espiritual que habita em nós. E porque não, uma forma de corrigir situações de alienação espiritualista, que alguns confundem com espiritualidade autêntica.


Da vida para o Evangelho
e da ressurreição para vida

Quem se coloca numa atitude de prisioneiro do agora e não se abre à mudança, aos sinais dos tempos e à novidade do Espírito do ressuscitado, será que percebeu o que é ser um verdadeiro visitante e peregrino deste mundo?

Em tempo de ressurreição, a caminho de Emaús, importa partir «da vida para o Evangelho, e da ressurreição para a vida» onde sentimos a essência do ser e a levamos para a vida e para as nossas relações em gestos de amor.

Tocar a intimidade do Ressuscitado, torna-nos vulcão humano onde arde bem cá dentro a força da Vida e do Espírito, não só pela escuta da Palavra mas também pela contemplação de Cristo fonte de eternidade: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» (Lc 24,13-35).

É este fogo que nos dilata os horizontes culturais e da socialização, «obrigando-nos a sair do âmbito de uma espiritualidade voltada para nós mesmos e do nosso próprio sofrimento». Uma espiritualidade baseada na nossa relação com o mundo e do mundo com Deus. Num equilíbrio entre o corpo e o espírito, de forma a evitar um “monofisismo ascético”, ou um “misticismo anti-humano”, num “beatismo estéril”. E desta forma perceber que é na natureza. É na humanidade e na sua realidade multifacetada que Deus quer acender o fogo do seu amor. E neste palco humano, poderemos contemplar o céu, o divino no humano, o espiritual no material, enquanto nasce a vontade de construir aí a nossa tenda.


Do projecto de Deus
à sua realização na História

A espiritualidade do homem e da mulher de hoje, tem de ir para além da mera captação e decifração do projecto salvífico de Deus, para o realizar no interior da História.

Num pensamento de Bon-höfer sintetizo esta ideia: «No reino de Deus só pode crer quem ama a terra e Deus ao mesmo tempo.»

Na amplitude do universo, o recanto da humanidade é o melhor espaço para viver e sentir a espiritualidade, que marca a nossa existência desde a sua origem.
«Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância. Podemos olhar o nosso reflexo como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!» (Richard Bach).

Frei Dino Costa



PARA REFLEXÃO INDIVIDUAL OU EM GRUPO


:: «Mandai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a terra» (Refrão do Salmo Responsorial do Pentecostes).

:: «Todos ficaram cheios do Espírito Santo» (Act 2,1-11: 1ª Leitura do Dia de Pentecostes).

:: «Recebereis a força do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas» (Act 1,1-11: 1ª Leitura da Ascensão).

:: «Hoje é muito necessária uma espiritualidade que motive a vida quotidiana. O homem actual não se resigna à vida fechada no tempo, sem horizontes e sem esperança. Sente-se empurrado, forçado a optar pela espiritualidade, já que um dilema o tortura: ou espiritualidade, como atitude orientadora, decisiva, unificadora, ou uma vida medíocre, reduzida à cadeia superficial de acções desprovidas de significado definitivo; ou uma espiritualidade, como escuta religiosa do Espírito, que habita no homem, ou confinada ao universo material e no fervilhar da técnica sem alma da sociedade consumista; ou espiritualidade, como encontro vivo com Cristo, fonte de liberdade, de comunhão e de vida eterna; ou condenação ao absurdo e ao desespero.

O homem de hoje sabe bem que “quem se contenta com a monotonia e a mediocridade do suceder-se das coisas não terá perdão”.» (R. A. Knox, in Dicionário de Espiritualidade)

:: Na certeza de que aqueles que se sentem “possuídos” pelo Espírito de Deus em constante Pentecostes na sua vida, saberão caminhar pela estrada da humanidade com a força do Espírito, rompendo as barreiras do tempo para tocar a sua vida e a vida dos outros de forma divina e espiritual, como te colocas diante destes textos e da reflexão que eles propõem?

in http://www.capuchinhos.org/vocacional/escuta/adn.htm

FAJV


Jovem: os Franciscanos de hoje querem continuar a obra que São Francisco de Assis começou. E tu? Estás disposto a fazer o mesmo? Deus espera a tua resposta.

Francisco de Assis (1181-1226) foi o Rei da Juventude de Assis.Procurava ardentemente a popularidade, o êxito, o acesso à classe dominante; Deus, porém, saiu-lhe ao encontro pela experiência do fracasso e da adversidade, e conduziu-o à descoberta do Evangelho.

Francisco de Assis foi um pobre que voluntariamente deixou tudo. A partir dai, quis pôr-se confiadamente nas mãos de Deus Pai. Desejou partilhar a vida dos pobres e dos marginalizados para instituir-lhes a dignidade. Esforçou-se por conseguir que a Igreja fosse pobre e que estivesse ao serviço dos homens.

Francisco de Assis foi um irmão entre os irmãos. Reunidos pelo Senhor, construíram a fraternidade evangélica e descobriram outra maneira de viver na igualdade fraterna, a da partilha mútua e da paz. Em todos os ambientes, todas as culturas, deram testemunho da Boa Notícia

Francisco de Assis foi um discípulo e um amigo de Jesus. Fiel à Oração contemplou a Deus nas criaturas da «mãe terra», e em cada uma descobriu o mistério de sua beleza e irmandade e cantou os louvores do Criador. Partilhou a Eucaristia, pão dos pobres, com seus irmãos. Acolheu a sua «irmã morte corporal» na comunhão com o Crucificado-Ressuscitado.

Hoje, os Franciscanos, presentes em todos os cantos do mundo, procuram ser fiéis ao espírito de Francisco de Assis.
• Evangelizam: pela comunhão fraterna, pela oração e contemplação, pela actividade material e intelectual, pela pastoral nas paróquias e noutras instituições.

• Estão no mundo como servos de todos, pacíficos e humildes.

• Têm na sociedade a vida e a condição dos simples.

• Vivem no mundo como promotores da justiça, arautos e construtores da paz.

• Colaboram com todas as pessoas de boa vontade, para promover uma sociedade de justiça, de liberdade e de paz.

• Esforçam-se por consciencializar os pobres da sua dignidade.

• Manifestam sentimentos de reverência para com a natureza, hoje ameaçada em toda a parte, de modo a torná-la mais fraterna e útil a todos.

• Anunciam a paz com a palavra, promovendo o diálogo.

• Defendem os direitos dos oprimidos.

• Renunciam a qualquer acção violenta.

• Denunciam com firmeza toda a acção bélica e a corrida aos armamentos, como sendo uma gravíssima chaga para o mundo e a maior injúria aos pobres.

• São instrumentos de reconciliação. Escutam os outros com respeito, aprendem de todos, sobretudo dos pobres, e fazem opção pelos marginalizados e doentes.

Se quiseres obter mais informações sobre o nosso carisma e forma de vida, contacta Frei Moisés Semedo ou Frei Paulo Brandão, na Fraternidade de Acolhimento Juvenil Vocacional no Convento de São Francisco (Rua dos Mártires, 1 - 2400-187 LEIRIA), ou através do número de telefone 244 839 900, ou pelo endereço de correio electrónico fajvleiria@mail.telepac.pt
in http://www.ofm.org.pt/

2 de dezembro de 2007

“Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração”


Irmãos,


Como gostaria de estar aí convosco, orando, cantando, vivendo Francisco, sendo jufra unidos como irmãos...

E é como irmão que tenho saudades vossas, dos vossos sorrisos, das vossas vozes e do vosso sentido amor.

Rezo também por vós aqui no meu cantinho alguns km separado de vós!

Que Francisco esteja convosco e vos ajude a viver a nossa razão de existir com aquela intensidade que a jufra merece!


Paz e Bem maninhos,


O vosso irmão "inválido" com saudades


Nuno Matos

1 de dezembro de 2007

Mensagem de Natal 2007


Frei José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, dirige a todos os homens de boa-vontade uma mensagem de Natal. Em tempo de Advento, convida-nos a «romper o silêncio sobre Deus com alegria e com a capacidade de atrair os outros a esse Deus que é amor»; convida-nos a «dar uma ardente resposta de amor àquele que tanto nos amou»; convida-nos a «bendizer sempre com a vida o Senhor» e «a rezar com a Igreja que não se cansa de cantar a glória desta noite» de Natal.

in http://www.ofm.org/01docum/natal2007/nat07por.pdf

28 de novembro de 2007

Dia Nacional!

Paz e Bem manos!

Hoje escrevo-vos deitadinho na minha caminha, com uma dorzita nas costas, uma chata e importunante dor que me impede de estar junto de vós no dia nacional...
Fui uma noticia triste a que recebi no último dia de consulta a que provavelmente ficaria mais uma a duas semanas de repouso...
Mas uma coisa é certa, como me disse o nosso amado Frei Paulo, eu estarei seguramente junto a vós de alma, uma vez que o corpo está aqui "inválido" por algum tempo...
O repouso tem os seus benefícios e pelo menos consegui fazer o nosso semente com mais tempo e muito carinho, espero conseguir enviá-lo para alguém imprimir e levar para vós no dia nacional...

10 de novembro de 2007

Taizé 2007

Esperam por ti em Genebra!

464 atentados anti cristãos na Índia, em 20 meses...

Karnataka é o Estado da Índia com o maior número de ataques anti cristãos nestes últimos meses. A denúncia é feita pela organização cristã para os direitos humanos, depois difundido pela «Eglises d’Asie» (EDA), a agência para as missões estrangeiras de Paris.
Segundo o Conselho Global dos Cristãos Indianos- GCIC, Karnataka é o Estado indiano que registou o maior número de actos de violência anti cristãos nos últimos 20 meses. A EDA dá conta de 87 atentados declarados, cometidos, na sua maioria, em lugares de “reunião de fiéis”. Depois de Karnataka segue, por índice de violência, Madhya Pradesh, que regista 30 atentados.
O presidente do GCIC endereçou um documento ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, da Índia, com um total de 464 atentados anti cristãos no país nos últimos 20 meses. O GCIC pediu à Comissão de Direitos Humanos do Estado uma investigação independente.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos pediu ao secretário-geral do Governo de Karnataka, uma resposta urgente para o estabelecimento da segurança e ordem pública.
Segundo a organização cristã de direitos humanos, “a polícia nega, na maior parte dos casos, o registo das denúncias ou a realização de uma séria indagação séria” e quando se efectiva uma denúncia, a justiça “volta-se contra as vítimas”, razão pela qual muitas agressões não chegam ao conhecimento das autoridades.

3 de outubro de 2007

Peregrinação Francisca 07

PEREGRINAÇÃO FRANCISCANA

“O Evangelho, coração da vocação Franciscana”

Fátima 5-6-7 de Outubro 2007


Dia 5 – Sexta-feira

  • 21h00: Acolhimento e saudação pelo Presidente da Família FranciscanaPortuguesa,no Centro Paulo VI
  • 21h30: Via-Sacra nos Valinhos

Dia 6 – Sábado

  • 9h30: Oração no Centro Paulo VI
  • 10h00: Capítulo das Esteiras

- Primeira Ordem e Religiosas (Frei José Benedito Araújo, OFMConv)

- Seculares (Fr. David de Azevedo, OFM)

- Jovens (Xavier Ramos, Jufra OFS de Espanha, Conselheiro Internacional junto do CIOFS)

  • 14h30: Concentração no Centro Paulo VI
  • 15h:00: Festa franciscana (teatro) no Centro Paulo VI por um grupo da paróquia dos Capuchinhos da Baixa da Banheira (OFS…)
  • 17h00: Plenário: Apresentação da síntese das Assembleias da manhã
  • 18h00: Eucaristia (D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima)
  • 21h30: Terço na Capelinha e procissão
Dia 7 – Domingo

  • 10h15: Terço na Capelinha e procissão
  • 11h00: Eucaristia no recinto (Presidente das Conferências Episcopais Europeias)

21 de agosto de 2007

Jufra Televisão Portuguesa


Olá caros telespectadores!

Directamente da quinta mais vigiada do país...mais própriamente de um lugar logo a seguir ao do além, a Jufra partilha mais uma das suas semanas de formação.

As famílias Esperança, ForTuna e Métrica têm tido tempo para tudo, ou quase tudo. Tempo para se conhecerem...tempo para rezarem juntos...tempo para conhecer a linda vila, com as suas lavadeiras da roupa branca...Tempo para aprenderem a dinamizar...Tempo para fazerem as suas reportagens...

Muito mais tempo terão até ao final da semana para partilharem, sempre com uma esperança firme.


3 de agosto de 2007

SEMANA DE FORMAÇÃO



Como já devem ter conhecimento pelo que leram no semente, este encontro será realizado em Caneças na Quinta das Àguas Férreas (Lisboa). Vou levantar um pouco mais o véu para dar mais vontade de participar...


2ª Feira
20/08/07
“Ó Glorioso Deus Altíssimo...”

É o dia do acolhimento de nos conhecermos, e também de revermos quem esteve longe!
Um reencontro de irmãos que promete ser de enorme alegria e diversão!


3ª Feira
21/08/07
“Ilumina as trevas do meu coração...”

Este é um dia de inicio dos trabalhos, mas com actividades leves, de encontro...


4ª Feira
22/08/07
“Concede-me uma Fé verdadeira...”

Este é um dia do conhecimento, do fortalecimento da fé... Como??? Logo vês...


5ª Feira
23/08/07
“Concede-me uma Esperança firme...”

O dia da partilha, comunhão, com alguma formação à mistura...


6ª Feira
24/08/07
“Concede-me um Amor perfeito...”

Vamos aprender a estar com Ele... Vem ver como...


Sábado
25/08/07
“Mostra-me Senhor o recto sentido e conhecimento”

Vamos centrar-nos no que é importante, parar, aprender... O quê?? Verás...


Domingo
26/07/08
“A fim de que possa cumprir o sagrado encargo que acabas de dar-me.”

O encontro com Deus... O Envio... O início das saudades...


Enviem por favor as vossas incrições para: nunoalexmatos@gmail.com; jufra.zc@gmail.com; contamos com a vossa presença!!!
Nota: Se não puderes ir os dias todos contacta o secretariado que juntos chegaremos a uma solução!

23 de julho de 2007

Encontro com a Bíblia

Quem abrir a Bíblia pela primeira vez é natural sentir-se perdido
ou estranho como o habitante de uma pacata aldeia que
entra pela primeira vez na capital do país: tantos monumentos,
avenidas e praças – assustam-no, certamente. Para esses,
proponho uma visita guiada à Bíblia através dos
Sumários da História da Salvação
ABRA a sua Bíblia. Imagine que ela é uma pequena biblioteca de 73 livros arrumados em várias estantes separadas por um corredor: à esquerda ficam os livros que falam da vida do Povo de Deus antes de Cristo (Antigo ou primeiro Testamento); à direita, os que se referem ao tempo de Cristo e depois de Cristo (Novo Testamento). As estantes em que estão colocados os livros do Antigo Testamento chamam-se: Pentateuco, Históricos, Sapienciais e Proféticos; as do Novo Testamento: Históricos (Evangelhos e Actos), Sapienciais (Cartas) e Profético (Apocalipse).
A estante do PENTATEUCO encontra-se logo no princípio da Bíblia e significa "cinco livros". Precisamente no quinto, em Deuteronómio 26,5-10a, lemos: "Meu pai era um arameu errante: desceu ao Egipto com um pequeno número e ali viveu como estrangeiro, mas depois tornou-se um povo forte e numeroso. Então os egípcios maltrataram-nos, oprimindo-nos e impondo-nos dura escravidão. Clamámos ao Senhor, Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu o nosso clamor, viu a nossa humilhação, os nossos trabalhos e a nossa angústia, e tirou-nos do Egipto, com sua mão forte e seu braço estendido, com grandes milagres, sinais e prodígios. Introduziu-nos nesta região e deu-nos esta terra, terra onde corre leite e mel."
Permiti-me destacar a cor azul a maioria dos verbos deste texto, porque eles permitem-nos conhecer os grandes passos de um roteiro que se vai repetir em muitos outros sumários da Bíblia: a origem nómada do povo de Deus, a sua descida até ao Egipto em tempo de fome, os anos de prosperidade, o período de opressão, o momento de êxodo ou saída do Egipto atribuída a Deus, que durante 40 anos o conduziu pelo deserto e o introduziu na terra fértil de Canaã, permitindo-lhe ocupá-la no tempo de Josué. O texto, posterior à instalação dos israelitas na "Terra Prometida", é um Credo que eles deviam rezar diante de Deus imediatamente antes de lhe oferecerem, cada ano, as primícias dos frutos dessa mesma terra.
A História aqui recordada situa-se mais ou menos entre os anos 1700 e 1200 a.C.. Para conhecê-la mais em pormenor pode ler, já, os capítulos 1, 2, 12 e 15 do Êxodo. Este último é uma espécie de hino de independência em que a libertação é atribuída a Javé ou Senhor, e é cantado todos os anos na Liturgia da Palavra da Vigília Pascal. Não por acaso: porque nessa noite, mãe do oitavo dia da nova criação, o antigo êxodo é evocado e relacionado com a Ressurreição de Cristo – a nova, total e definitiva libertação do Povo de Deus.
Na verdade, a noite em que "o Senhor fez sair Israel da terra do Egipto" (Ex 12,51) e a noite em que ressuscitou Jesus do túmulo "libertando-o dos grilhões da morte" (Act 1,24.32) constituem os dois eixos da Bíblia que dão origem à vida, à comunidade e aos livros do Antigo e do Novo Testamento, respectivamente.
Seguindo a ordem dos livros na Bíblia, leia, depois, estes textos em que os mesmos passos referidos no "Credo" do Deuteronómio são repetidos e ampliados em géneros literários e épocas diferentes (as chamadas "releituras" que a Bíblia faz de si mesma):
  • Neemias 9,6-37: oração dos levitas, após o regresso do Exílio de Babilónia (considerado um novo Êxodo: ver Isaías 43).
  • Salmo 77-78 e 105-106: meditação sobre o passado de Israel e lições da História; Deus e a História de Israel e confissão nacional de Israel, respectivamente.
  • Ben Sira (ou Eclesiástico), 44-50: proponho a leitura destes capítulos seguida a quem ainda não conhece os principais factos e personagens do Antigo Testamento.
  • Actos, 7: discurso ou sermão de Estêvão diante do Sinédrio de Jerusalém antes de ser condenado à morte por apedrejamento, numa última tentativa de convencer os ouvintes de que Jesus era o Messias anunciado e esperado pelos seus antepassados.
  • Hebreus 11: leitura teológica da História, com olhos de fé.

Finalmente, se tiver a nova tradução da Bíblia Sagrada editada pela Difusora Bíblica, leia também os extratextos em caixa que escrevi para as páginas 163 (Êxodo e Ressurreição), 308 (Sumários da História da Salvação) e 1162 (das Profecias a Cristo).

Para reflectir ou dialogar em grupo

Ler os textos indicados acima em quatro "tempos" seguidos, um texto cada dia:

  1. Ler e sublinhar, com três cores, os acontecimentos (opressão, libertação, etc.), os lugares (Egipto, deserto, Canaã...) e os personagens (Abraão, Jacob, Moisés, etc.).
  2. Em silêncio, passear os olhos devagar apenas pelas palavras sublinhadas e relembrar o que elas evocam.
  3. perguntar-se: "Que lições tiro daqui para a minha vida de cidadão e de crente ou cristão?"
  4. Se estiver em grupo, comunidade ou família, partilhar as lições com os outros.

frei Lopes Morgado in http://www.capuchinhos.org/porciuncula/encontro_biblia/visita_guiada_biblia.htm

6 de julho de 2007

SOPA DE LETRAS


Forma(C)ção GPS

O que é?

Uma plataforma de mudança na pastoral juvenil. Uma mega-acção de formação que combina a reflexão, acção , convívio e música! Um dia intenso de partilha e aprendizagem com acesso a diferentesworkshops. Actividades a pensar nos agentes da pastoral juvenil que pretendem melhorar as suas competências no campo da animação.
Para quem?
Agentes da pastoral juvenil (animadores, coordenadores, sacerdotes,...) com mais de 16 anos.
Para quê?
- Perceberes os vectores de mudança da Pastoral Juvenil
- Tomares consciência dos desafios e oportunidades da animação dos jovens
- Assumires com mais segurança o teu papel de líder juvenil
- Experimentares algumas técnicas úteis na animação do teu grupo
Workshops:
Técnicas de animação; Oração com jovens; Perfil do animador de jovens;Organização de eventos juvenis; Música e pastoral juvenil; Espiritualidadejuvenil; Acompanhamento pessoal de jovens; Educação moral de jovens; Superar conflitos nos grupos de jovens; Arrancar com um grupo de jovens. (A realização de todos os workshops está dependente do nº de participantes)
Quando e onde?
Temos 3 datas e locais à tua escolha:
Porto: 22 de Setembro - Colégio dos Órfãos do Porto
Lisboa (Manique) : 29 de Setembro - Escola Salesiana de Manique
Braga: 6 de Outubro - Auditório Vita
Preço
A inscrição tem o valor de 5€ e inclui o almoço
Mais informações: