"Ser jufrista é ser generoso, alegre e optimista, sereno e tranquilo, amável. Devemos sentir os frutos do Espírito Santo todos os dias, todo o dia." [In Semente Franciscana digital nº2]
4 de junho de 2008
6 de fevereiro de 2008
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2008

«Cristo fez-Se pobre por vós» (cf. 2 Cor 8, 9)
Queridos irmãos e irmãs!
1. Todos os anos, a Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundar o sentido e o valor do nosso ser de cristãos, e estimula-nos a redescobrir a misericórdia de Deus a fim de nos tornarmos, por nossa vez, mais misericordiosos para com os irmãos. No tempo quaresmal, a Igreja tem o cuidado de propor alguns compromissos específicos que ajudem, concretamente, os fiéis neste processo de renovação interior: tais são a oração, o jejum e a esmola. Este ano, na habitual Mensagem quaresmal, desejo deter-me sobre a prática da esmola, que representa uma forma concreta de socorrer quem se encontra em necessidade e, ao mesmo tempo, uma prática ascética para se libertar da afeição aos bens terrenos. Jesus declara, de maneira peremptória, quão forte é a atracção das riquezas materiais e como deve ser clara a nossa decisão de não as idolatrar, quando afirma: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Lc 16, 13). A esmola ajuda-nos a vencer esta incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos. Tal é a finalidade das colectas especiais para os pobres, que são promovidas em muitas partes do mundo durante a Quaresma. Desta forma, a purificação interior é corroborada por um gesto de comunhão eclesial, como acontecia já na Igreja primitiva. São Paulo fala disto mesmo quando, nas suas Cartas, se refere à colecta para a comunidade de Jerusalém (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27).
2. Segundo o ensinamento evangélico, não somos proprietários mas administradores dos bens que possuímos: assim, estes não devem ser considerados propriedade exclusiva, mas meios através dos quais o Senhor chama cada um de nós a fazer-se intermediário da sua providência junto do próximo. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, os bens materiais possuem um valor social, exigido pelo princípio do seu destino universal (cf. n. 2403).
É evidente, no Evangelho, a admoestação que Jesus faz a quem possui e usa só para si as riquezas terrenas. À vista das multidões carentes de tudo, que passam fome, adquirem o tom de forte reprovação estas palavras de São João: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17). Entretanto, este apelo à partilha ressoa, com maior eloquência, nos Países cuja população é composta, na sua maioria, por cristãos, porque é ainda mais grave a sua responsabilidade face às multidões que penam na indigência e no abandono. Socorrê-las é um dever de justiça, ainda antes de ser um gesto de caridade.
3. O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. «Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita», diz Jesus, «a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4). E, pouco antes, tinha dito que não devemos vangloriar-nos das nossas boas acções, para não corrermos o risco de ficar privados da recompensa celeste (cf. Mt 6, 1-2). A preocupação do discípulo é que tudo seja para a maior glória de Deus. Jesus admoesta: «Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16). Portanto, tudo deve ser realizado para glória de Deus, e não nossa. Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio nos pormos em destaque. Se, ao praticarmos uma boa acção, não tivermos como finalidade a glória de Deus e o verdadeiro bem dos irmãos, mas visarmos antes uma compensação de interesse pessoal ou simplesmente de louvor, colocamo-nos fora da lógica evangélica. Na moderna sociedade da imagem, é preciso redobrar de atenção, dado que esta tentação é frequente. A esmola evangélica não é simples filantropia: trata-se antes de uma expressão concreta da caridade, virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo, que, ao morrer na cruz, Se entregou totalmente por nós. Como não agradecer a Deus por tantas pessoas que no silêncio, longe dos reflectores da sociedade mediática, realizam com este espírito generosas acções de apoio ao próximo em dificuldade? De pouco serve dar os próprios bens aos outros, se o coração se ensoberbece com isso: tal é o motivo por que não procura um reconhecimento humano para as obras de misericórdia realizadas quem sabe que Deus «vê no segredo» e no segredo recompensará.
4. Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. Act 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de facto, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. «A caridade – escreve ele – cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8). Como se repete com frequência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O facto de partilhar com os pobres o que possuímos, predispõe-nos para recebermos tal dom. Penso, neste momento, em quantos experimentam o peso do mal praticado e, por isso mesmo, se sentem longe de Deus, receosos e quase incapazes de recorrer a Ele. A esmola, aproximando-nos dos outros, aproxima-nos de Deus também e pode tornar-se instrumento de autêntica conversão e reconciliação com Ele e com os irmãos.
5. A esmola educa para a generosidade do amor. São José Bento Cottolengo costumava recomendar: «Nunca conteis as moedas que dais, porque eu sempre digo: se ao dar a esmola a mão esquerda não há de saber o que faz a direita, também a direita não deve saber ela mesma o que faz » (Detti e pensieri, Edilibri, n. 201). A este propósito, é muito significativo o episódio evangélico da viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo «tudo o que tinha para viver» (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloquente: esta viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma.
Este episódio comovedor está inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e morte de Jesus, o Qual, como observa São Paulo, fez-Se pobre para nos enriquecer pela sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9); entregou-Se totalmente por nós. A Quaresma, nomeadamente através da prática da esmola, impele-nos a seguir o seu exemplo. Na sua escola, podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-O, conseguimos tornar-nos disponíveis para dar não tanto algo do que possuímos, mas darmo-nos a nós próprios. Não se resume porventura todo o Evangelho no único mandamento da caridade? A prática quaresmal da esmola torna-se, portanto, um meio para aprofundar a nossa vocação cristã. Quando se oferece gratuitamente a si mesmo, o cristão testemunha que não é a riqueza material que dita as leis da existência, mas o amor. Deste modo, o que dá valor à esmola é o amor, que inspira formas diversas de doação, segundo as possibilidades e as condições de cada um.
6. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma convida-nos a «treinar-nos» espiritualmente, nomeadamente através da prática da esmola, para crescermos na caridade e nos pobres reconhecermos o próprio Cristo. Nos Actos dos Apóstolos, conta-se que o apóstolo Pedro disse ao coxo que pedia esmola à porta do templo: «Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda» (Act 3, 6). Com a esmola, oferecemos algo de material, sinal do dom maior que podemos oferecer aos outros com o anúncio e o testemunho de Cristo, em cujo nome temos a vida verdadeira. Que este período se caracterize, portanto, por um esforço pessoal e comunitário de adesão a Cristo para sermos testemunhas do seu amor. Maria, Mãe e Serva fiel do Senhor, ajude os crentes a regerem o «combate espiritual» da Quaresma armados com a oração, o jejum e a prática da esmola, para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito. Com estes votos, de bom grado concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 30 de Outubro de 2007.
BENEDICTUS PP. XVI
22 de dezembro de 2007
Salmo de S. Francisco para o Tempo de Advento e Natal!

1. Glorificai a Deus, nosso auxílio;
louvai o Senhor Deus, vivo e verdadeiro, com cânticos de alegria.
2. Porque o Senhor é o Altíssimo,
o terrível, o grande rei de toda a terra.
3. Porque o santíssimo Pai do céu, nosso Rei desde toda a eternidade,
mandou lá do alto o seu dilecto Filho,
e Ele nasceu da bem-aventurada Virgem Santa Maria.
4. Ele me invocou: “Tu és meu Pai”;
e eu farei dele o meu primogénito, acima dos reis da terra.
5. E naquele dia o Senhor Deus mandou a sua misericórdia,
e um cântico novo que encheu a noite.
6. Eis o dia que o Senhor fez;
exultemos e alegremo-nos com ele.
7. Porque nos foi dado o santíssimo e dilecto Menino,
e por nós nasceu durante uma viagem e foi deitado num presépio,
por não haver lugar para ele na estalagem.
8. Glória ao Senhor no mais alto dos céus,
e na terra paz aos homens de boa vontade.
9. Alegrem-se os céus, exulte a terra,
rumoreje o mar e tudo quanto ele encerra;
regozijem-se os campos e tudo o que neles existe.
10. Cantai-lhe um cântico novo;
gentes todas da terra, cantai ao Senhor.
11. Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor,
temível sobre todos os deuses.
12. Dai ao Senhor, ó família das gentes, dai ao Senhor honra e glória,
dai ao Senhor a glória devida ao seu nome.
13. Oferecei-lhe o vosso corpo para levar a sua santa cruz
e segui até ao fim os seus mandamentos santíssimos.
louvai o Senhor Deus, vivo e verdadeiro, com cânticos de alegria.
2. Porque o Senhor é o Altíssimo,
o terrível, o grande rei de toda a terra.
3. Porque o santíssimo Pai do céu, nosso Rei desde toda a eternidade,
mandou lá do alto o seu dilecto Filho,
e Ele nasceu da bem-aventurada Virgem Santa Maria.
4. Ele me invocou: “Tu és meu Pai”;
e eu farei dele o meu primogénito, acima dos reis da terra.
5. E naquele dia o Senhor Deus mandou a sua misericórdia,
e um cântico novo que encheu a noite.
6. Eis o dia que o Senhor fez;
exultemos e alegremo-nos com ele.
7. Porque nos foi dado o santíssimo e dilecto Menino,
e por nós nasceu durante uma viagem e foi deitado num presépio,
por não haver lugar para ele na estalagem.
8. Glória ao Senhor no mais alto dos céus,
e na terra paz aos homens de boa vontade.
9. Alegrem-se os céus, exulte a terra,
rumoreje o mar e tudo quanto ele encerra;
regozijem-se os campos e tudo o que neles existe.
10. Cantai-lhe um cântico novo;
gentes todas da terra, cantai ao Senhor.
11. Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor,
temível sobre todos os deuses.
12. Dai ao Senhor, ó família das gentes, dai ao Senhor honra e glória,
dai ao Senhor a glória devida ao seu nome.
13. Oferecei-lhe o vosso corpo para levar a sua santa cruz
e segui até ao fim os seus mandamentos santíssimos.
6 de dezembro de 2007
O "homem nuclear" com ADN espiritual

Num passado muito recente, alguns profetizaram que este milénio seria o milénio da espiritualidade. Nesta aurora que vivemos e tendo em conta a realidade mundial, fica a esperança de que essa primavera espiritual aconteça.
Ao olhar para a realidade da vida humana, ao longo de toda a História, mas particularmente nos nossos dias, verificamos que o homem tem fome de uma vida espiritual, mas continua a saciá-la com pão material.
O homem espiritual que queríamos construir continua a sentar-se à mesa da humanidade comendo o banquete do “homem nuclear”. Ou seja, daquele que se vê como «um dos últimos na experiência da existência, e não tanto como um pioneiro que trabalha para um novo futuro, pois os mesmos poderes que lhe permitem criar vida nova contêm em si o potencial de autodestruição».
O Homem criado por Deus continua a comungar a humanidade, esquecendo-se de Deus e da sua origem divina. O homem materializado continua a fazer-se deus, esquecendo o Deus de todos.
Do homem natural
ao homem espiritual
Mas, se percorrermos o calminho interior do homem, descobrimos que a sua árvore genealógica, o seu ADN, é essencialmente espiritual. «A vossa vida está escondida com Cristo em Deus.» (Cl 3,1-4: Dia de Páscoa, II Leitura)
Richard Bach diz que o ser humano é uma expressão de vida, emana luz e reflecte o amor em qualquer dimensão que decida tocar. A humanidade não é uma simples descrição física: é uma mente humana e divina que faz com que o homem, longe de se sentir um “anjo infeliz”, se contemple como criatura de Deus numa harmonia integral com o mundo, com a natureza, com o seu corpo, a sua sexualidade, o seu trabalho, a arte, a ciência, a politica, o sofrimento, o seu sentir… Com a vida.
Da alienação espiritualista
à descoberta da espiritualidade
O homem é um “animal espiritual”, vitalizado pelo pneuma (sopro) divino. Este pneuma divino é bem diferente do “espírito di(o)vin(h)o”, onde tantos jovens procuram saciar a sede de espiritualidade em “shots” de prazer momentâneo, os quais, mais do que dar vida, queimam a possibilidade de viver. Em tragos de espiritualismos meramente juvenis. De euforias banais que, em vez de felicidade, nos cumulam com frustração e amarguras figadais alheias a uma realização intemporal. Não será isto uma patologia espiritual, que precisa de ser purificada em Jesus Cristo, o único capaz de nos inebriar com a força da sua ressurreição?
Contudo, muitos jovens e muitos adultos também já perceberam que, na realidade actual, «não podem viver resignados a uma vida fechada no tempo, sem determinação, sem horizontes e sem esperança». É por isso que em toda a parte surgem espaços que permitam o encontro das pessoas consigo mesmas e com a descoberta da sua espiritualidade.
Pode ser através da oração, da celebração litúrgica, dos exercícios espirituais, da contemplação, meditação e reflexão, da introspecção, do yoga, zen e outras técnicas orientais; umas vezes em comunhão com a mística da Igreja, outras vezes concorrentes com ela.
Esta é uma realidade do tempo, para que assim se possa descobrir e sentir a intemporalidade da vida espiritual que habita em nós. E porque não, uma forma de corrigir situações de alienação espiritualista, que alguns confundem com espiritualidade autêntica.
Da vida para o Evangelho
e da ressurreição para vida
Quem se coloca numa atitude de prisioneiro do agora e não se abre à mudança, aos sinais dos tempos e à novidade do Espírito do ressuscitado, será que percebeu o que é ser um verdadeiro visitante e peregrino deste mundo?
Em tempo de ressurreição, a caminho de Emaús, importa partir «da vida para o Evangelho, e da ressurreição para a vida» onde sentimos a essência do ser e a levamos para a vida e para as nossas relações em gestos de amor.
Tocar a intimidade do Ressuscitado, torna-nos vulcão humano onde arde bem cá dentro a força da Vida e do Espírito, não só pela escuta da Palavra mas também pela contemplação de Cristo fonte de eternidade: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» (Lc 24,13-35).
É este fogo que nos dilata os horizontes culturais e da socialização, «obrigando-nos a sair do âmbito de uma espiritualidade voltada para nós mesmos e do nosso próprio sofrimento». Uma espiritualidade baseada na nossa relação com o mundo e do mundo com Deus. Num equilíbrio entre o corpo e o espírito, de forma a evitar um “monofisismo ascético”, ou um “misticismo anti-humano”, num “beatismo estéril”. E desta forma perceber que é na natureza. É na humanidade e na sua realidade multifacetada que Deus quer acender o fogo do seu amor. E neste palco humano, poderemos contemplar o céu, o divino no humano, o espiritual no material, enquanto nasce a vontade de construir aí a nossa tenda.
Do projecto de Deus
à sua realização na História
A espiritualidade do homem e da mulher de hoje, tem de ir para além da mera captação e decifração do projecto salvífico de Deus, para o realizar no interior da História.
Num pensamento de Bon-höfer sintetizo esta ideia: «No reino de Deus só pode crer quem ama a terra e Deus ao mesmo tempo.»
Na amplitude do universo, o recanto da humanidade é o melhor espaço para viver e sentir a espiritualidade, que marca a nossa existência desde a sua origem.
«Há sempre uma razão para viver. Podemos elevar-nos acima da nossa ignorância. Podemos olhar o nosso reflexo como o de criaturas feitas de perfeição, inteligência e talento. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!» (Richard Bach).
:: «Mandai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a terra» (Refrão do Salmo Responsorial do Pentecostes).
:: «Todos ficaram cheios do Espírito Santo» (Act 2,1-11: 1ª Leitura do Dia de Pentecostes).
:: «Recebereis a força do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas» (Act 1,1-11: 1ª Leitura da Ascensão).
:: «Hoje é muito necessária uma espiritualidade que motive a vida quotidiana. O homem actual não se resigna à vida fechada no tempo, sem horizontes e sem esperança. Sente-se empurrado, forçado a optar pela espiritualidade, já que um dilema o tortura: ou espiritualidade, como atitude orientadora, decisiva, unificadora, ou uma vida medíocre, reduzida à cadeia superficial de acções desprovidas de significado definitivo; ou uma espiritualidade, como escuta religiosa do Espírito, que habita no homem, ou confinada ao universo material e no fervilhar da técnica sem alma da sociedade consumista; ou espiritualidade, como encontro vivo com Cristo, fonte de liberdade, de comunhão e de vida eterna; ou condenação ao absurdo e ao desespero.
O homem de hoje sabe bem que “quem se contenta com a monotonia e a mediocridade do suceder-se das coisas não terá perdão”.» (R. A. Knox, in Dicionário de Espiritualidade)
:: Na certeza de que aqueles que se sentem “possuídos” pelo Espírito de Deus em constante Pentecostes na sua vida, saberão caminhar pela estrada da humanidade com a força do Espírito, rompendo as barreiras do tempo para tocar a sua vida e a vida dos outros de forma divina e espiritual, como te colocas diante destes textos e da reflexão que eles propõem?
in http://www.capuchinhos.org/vocacional/escuta/adn.htm
FAJV

Jovem: os Franciscanos de hoje querem continuar a obra que São Francisco de Assis começou. E tu? Estás disposto a fazer o mesmo? Deus espera a tua resposta.
Francisco de Assis (1181-1226) foi o Rei da Juventude de Assis.Procurava ardentemente a popularidade, o êxito, o acesso à classe dominante; Deus, porém, saiu-lhe ao encontro pela experiência do fracasso e da adversidade, e conduziu-o à descoberta do Evangelho.
Francisco de Assis (1181-1226) foi o Rei da Juventude de Assis.Procurava ardentemente a popularidade, o êxito, o acesso à classe dominante; Deus, porém, saiu-lhe ao encontro pela experiência do fracasso e da adversidade, e conduziu-o à descoberta do Evangelho.
Francisco de Assis foi um pobre que voluntariamente deixou tudo. A partir dai, quis pôr-se confiadamente nas mãos de Deus Pai. Desejou partilhar a vida dos pobres e dos marginalizados para instituir-lhes a dignidade. Esforçou-se por conseguir que a Igreja fosse pobre e que estivesse ao serviço dos homens.
Francisco de Assis foi um irmão entre os irmãos. Reunidos pelo Senhor, construíram a fraternidade evangélica e descobriram outra maneira de viver na igualdade fraterna, a da partilha mútua e da paz. Em todos os ambientes, todas as culturas, deram testemunho da Boa Notícia
Francisco de Assis foi um discípulo e um amigo de Jesus. Fiel à Oração contemplou a Deus nas criaturas da «mãe terra», e em cada uma descobriu o mistério de sua beleza e irmandade e cantou os louvores do Criador. Partilhou a Eucaristia, pão dos pobres, com seus irmãos. Acolheu a sua «irmã morte corporal» na comunhão com o Crucificado-Ressuscitado.
Hoje, os Franciscanos, presentes em todos os cantos do mundo, procuram ser fiéis ao espírito de Francisco de Assis.
• Evangelizam: pela comunhão fraterna, pela oração e contemplação, pela actividade material e intelectual, pela pastoral nas paróquias e noutras instituições.
• Estão no mundo como servos de todos, pacíficos e humildes.
• Têm na sociedade a vida e a condição dos simples.
• Vivem no mundo como promotores da justiça, arautos e construtores da paz.
• Colaboram com todas as pessoas de boa vontade, para promover uma sociedade de justiça, de liberdade e de paz.
• Esforçam-se por consciencializar os pobres da sua dignidade.
• Manifestam sentimentos de reverência para com a natureza, hoje ameaçada em toda a parte, de modo a torná-la mais fraterna e útil a todos.
• Anunciam a paz com a palavra, promovendo o diálogo.
• Defendem os direitos dos oprimidos.
• Renunciam a qualquer acção violenta.
• Denunciam com firmeza toda a acção bélica e a corrida aos armamentos, como sendo uma gravíssima chaga para o mundo e a maior injúria aos pobres.
• São instrumentos de reconciliação. Escutam os outros com respeito, aprendem de todos, sobretudo dos pobres, e fazem opção pelos marginalizados e doentes.
Se quiseres obter mais informações sobre o nosso carisma e forma de vida, contacta Frei Moisés Semedo ou Frei Paulo Brandão, na Fraternidade de Acolhimento Juvenil Vocacional no Convento de São Francisco (Rua dos Mártires, 1 - 2400-187 LEIRIA), ou através do número de telefone 244 839 900, ou pelo endereço de correio electrónico fajvleiria@mail.telepac.pt
in http://www.ofm.org.pt/
2 de dezembro de 2007
“Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração”

Irmãos,
Como gostaria de estar aí convosco, orando, cantando, vivendo Francisco, sendo jufra unidos como irmãos...
E é como irmão que tenho saudades vossas, dos vossos sorrisos, das vossas vozes e do vosso sentido amor.
Rezo também por vós aqui no meu cantinho alguns km separado de vós!
Que Francisco esteja convosco e vos ajude a viver a nossa razão de existir com aquela intensidade que a jufra merece!
Paz e Bem maninhos,
O vosso irmão "inválido" com saudades
Nuno Matos
1 de dezembro de 2007
Mensagem de Natal 2007

Frei José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, dirige a todos os homens de boa-vontade uma mensagem de Natal. Em tempo de Advento, convida-nos a «romper o silêncio sobre Deus com alegria e com a capacidade de atrair os outros a esse Deus que é amor»; convida-nos a «dar uma ardente resposta de amor àquele que tanto nos amou»; convida-nos a «bendizer sempre com a vida o Senhor» e «a rezar com a Igreja que não se cansa de cantar a glória desta noite» de Natal.
in http://www.ofm.org/01docum/natal2007/nat07por.pdf
28 de novembro de 2007
Dia Nacional!
Paz e Bem manos!
Hoje escrevo-vos deitadinho na minha caminha, com uma dorzita nas costas, uma chata e importunante dor que me impede de estar junto de vós no dia nacional...
Fui uma noticia triste a que recebi no último dia de consulta a que provavelmente ficaria mais uma a duas semanas de repouso...
Mas uma coisa é certa, como me disse o nosso amado Frei Paulo, eu estarei seguramente junto a vós de alma, uma vez que o corpo está aqui "inválido" por algum tempo...
O repouso tem os seus benefícios e pelo menos consegui fazer o nosso semente com mais tempo e muito carinho, espero conseguir enviá-lo para alguém imprimir e levar para vós no dia nacional...
Hoje escrevo-vos deitadinho na minha caminha, com uma dorzita nas costas, uma chata e importunante dor que me impede de estar junto de vós no dia nacional...
Fui uma noticia triste a que recebi no último dia de consulta a que provavelmente ficaria mais uma a duas semanas de repouso...
Mas uma coisa é certa, como me disse o nosso amado Frei Paulo, eu estarei seguramente junto a vós de alma, uma vez que o corpo está aqui "inválido" por algum tempo...
O repouso tem os seus benefícios e pelo menos consegui fazer o nosso semente com mais tempo e muito carinho, espero conseguir enviá-lo para alguém imprimir e levar para vós no dia nacional...
10 de novembro de 2007
464 atentados anti cristãos na Índia, em 20 meses...
Karnataka é o Estado da Índia com o maior número de ataques anti cristãos nestes últimos meses. A denúncia é feita pela organização cristã para os direitos humanos, depois difundido pela «Eglises d’Asie» (EDA), a agência para as missões estrangeiras de Paris.
Segundo o Conselho Global dos Cristãos Indianos- GCIC, Karnataka é o Estado indiano que registou o maior número de actos de violência anti cristãos nos últimos 20 meses. A EDA dá conta de 87 atentados declarados, cometidos, na sua maioria, em lugares de “reunião de fiéis”. Depois de Karnataka segue, por índice de violência, Madhya Pradesh, que regista 30 atentados.
O presidente do GCIC endereçou um documento ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, da Índia, com um total de 464 atentados anti cristãos no país nos últimos 20 meses. O GCIC pediu à Comissão de Direitos Humanos do Estado uma investigação independente.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos pediu ao secretário-geral do Governo de Karnataka, uma resposta urgente para o estabelecimento da segurança e ordem pública.
Segundo a organização cristã de direitos humanos, “a polícia nega, na maior parte dos casos, o registo das denúncias ou a realização de uma séria indagação séria” e quando se efectiva uma denúncia, a justiça “volta-se contra as vítimas”, razão pela qual muitas agressões não chegam ao conhecimento das autoridades.
Segundo o Conselho Global dos Cristãos Indianos- GCIC, Karnataka é o Estado indiano que registou o maior número de actos de violência anti cristãos nos últimos 20 meses. A EDA dá conta de 87 atentados declarados, cometidos, na sua maioria, em lugares de “reunião de fiéis”. Depois de Karnataka segue, por índice de violência, Madhya Pradesh, que regista 30 atentados.
O presidente do GCIC endereçou um documento ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, da Índia, com um total de 464 atentados anti cristãos no país nos últimos 20 meses. O GCIC pediu à Comissão de Direitos Humanos do Estado uma investigação independente.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos pediu ao secretário-geral do Governo de Karnataka, uma resposta urgente para o estabelecimento da segurança e ordem pública.
Segundo a organização cristã de direitos humanos, “a polícia nega, na maior parte dos casos, o registo das denúncias ou a realização de uma séria indagação séria” e quando se efectiva uma denúncia, a justiça “volta-se contra as vítimas”, razão pela qual muitas agressões não chegam ao conhecimento das autoridades.
3 de outubro de 2007
Peregrinação Francisca 07
PEREGRINAÇÃO FRANCISCANA
“O Evangelho, coração da vocação Franciscana”
Fátima 5-6-7 de Outubro 2007
Dia 5 – Sexta-feira
- 21h00: Acolhimento e saudação pelo Presidente da Família FranciscanaPortuguesa,no Centro Paulo VI
- 21h30: Via-Sacra nos Valinhos
Dia 6 – Sábado
- 9h30: Oração no Centro Paulo VI
- 10h00: Capítulo das Esteiras
- Primeira Ordem e Religiosas (Frei José Benedito Araújo, OFMConv)
- Seculares (Fr. David de Azevedo, OFM)
- Jovens (Xavier Ramos, Jufra OFS de Espanha, Conselheiro Internacional junto do CIOFS)
- 14h30: Concentração no Centro Paulo VI
- 15h:00: Festa franciscana (teatro) no Centro Paulo VI por um grupo da paróquia dos Capuchinhos da Baixa da Banheira (OFS…)
- 17h00: Plenário: Apresentação da síntese das Assembleias da manhã
- 18h00: Eucaristia (D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima)
- 21h30: Terço na Capelinha e procissão
- 10h15: Terço na Capelinha e procissão
- 11h00: Eucaristia no recinto (Presidente das Conferências Episcopais Europeias)
21 de agosto de 2007
Jufra Televisão Portuguesa
Olá caros telespectadores!
Directamente da quinta mais vigiada do país...mais própriamente de um lugar logo a seguir ao do além, a Jufra partilha mais uma das suas semanas de formação.
As famílias Esperança, ForTuna e Métrica têm tido tempo para tudo, ou quase tudo. Tempo para se conhecerem...tempo para rezarem juntos...tempo para conhecer a linda vila, com as suas lavadeiras da roupa branca...Tempo para aprenderem a dinamizar...Tempo para fazerem as suas reportagens...
Muito mais tempo terão até ao final da semana para partilharem, sempre com uma esperança firme.
3 de agosto de 2007
SEMANA DE FORMAÇÃO

Como já devem ter conhecimento pelo que leram no semente, este encontro será realizado em Caneças na Quinta das Àguas Férreas (Lisboa). Vou levantar um pouco mais o véu para dar mais vontade de participar...
2ª Feira
20/08/07
“Ó Glorioso Deus Altíssimo...”
É o dia do acolhimento de nos conhecermos, e também de revermos quem esteve longe!
Um reencontro de irmãos que promete ser de enorme alegria e diversão!
3ª Feira
21/08/07
“Ilumina as trevas do meu coração...”
Este é um dia de inicio dos trabalhos, mas com actividades leves, de encontro...
4ª Feira
22/08/07
“Concede-me uma Fé verdadeira...”
Este é um dia do conhecimento, do fortalecimento da fé... Como??? Logo vês...
5ª Feira
23/08/07
“Concede-me uma Esperança firme...”
O dia da partilha, comunhão, com alguma formação à mistura...
6ª Feira
24/08/07
“Concede-me um Amor perfeito...”
Vamos aprender a estar com Ele... Vem ver como...
Sábado
25/08/07
“Mostra-me Senhor o recto sentido e conhecimento”
Vamos centrar-nos no que é importante, parar, aprender... O quê?? Verás...
Domingo
26/07/08
“A fim de que possa cumprir o sagrado encargo que acabas de dar-me.”
O encontro com Deus... O Envio... O início das saudades...
Enviem por favor as vossas incrições para: nunoalexmatos@gmail.com; jufra.zc@gmail.com; contamos com a vossa presença!!!
Nota: Se não puderes ir os dias todos contacta o secretariado que juntos chegaremos a uma solução!
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