19 de maio de 2012

O Ícone e Relíquia de Sta. Clara já passaram pelo Poverello de Assis!


"Neste ano 2011/2012 em que celebramos os 800 anos da Vocação de Santa Clara, esta tem sido cada vez mais partilhada por nós jovens e por todas as pessoas que direta ou indiretamente nos acompanham na nossa caminhada. O grupo Poverello de Assis (JuFra de Leiria), não passou indiferente a esta partilha de Amor e Entrega de Santa Clara, que nos remete, mais uma vez, a olhar para aquelas que são as nossas raízes como Cristãos Franciscanos. Com a chegada da Relíquia e do Ícone de Santa Clara, que as Irmãs Clarissas prontamente partilharam com a JuFra, ao nosso grupo, sentimos que era importante poder também partilhar esta alegria com os irmãos, dando também a muitos a possibilidade de verem o “tesouro” que tínhamos e que só fazia sentido sendo partilhado. Tivemos a graça de ter alguns bons momentos junto deste “tesouro”, que nos impele a ser mais como jovens. Depois, destes dias cresce ainda mais uma responsabilidade de ousarmos ser como foi Francisco e Clara no mundo, de ser sermos testemunhas do Amor."


 Senhor Jesus,
torna-nos atentos
e vigilantes no discernimento da vontade do Pai,
para que em tudo possamos realizar a vocação com que Ele,
desde sempre, nos quis e amou.
Dá-nos forças para enfrentar as adversidades,
faz-nos humildes no sucesso
e na hora da dúvida e da provação,
dá-nos a certeza de não estarmos sós.
Com Santa Clara e São Francisco,
tomemos a nossa cruz e sigamos a Cristo,
Ele que sendo o mais belo dos filhos dos homens,
Se transformou, para nossa salvação,
no mais desprezível dos mortais;
Ele que a cada dia nos envia sinais,
e com a atribulação do dia-a-dia nós ignoramos;
Ele que nos amou ainda antes de termos sido concebidos;
Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Que como Santa Clara e São Francisco,
ousemos ouvir a voz do Pai,
ousemos dizer sim,
ousemos ser testemunhas do Amor no mundo,
ousemos ser fiéis ao Altíssimo
no estado de perfeição a que o Espírito Santo nos chamou.

Grupo Poverello de Assis

O Pássaros de Assis acolheu a Relíquia e o Ícone de Santa Clara!

"O Ícone e a Relíquia (fragmento da capa de Stª. Clara), chegaram a Minde no passado dia 7 de Abril pelas mãos do grupo de jovens franciscanos de Peniche. Esta iniciativa ocorreu na sequência da celebração dos 800 anos da fuga de Santa Clara, em memória da sua decisão de abraçar a forma de vida evangélica de S. Francisco de Assis. Deste modo, o grupo de jovens franciscanos de Minde – “Pássaros de Assis” teve o privilégio de participar nesta peregrinação, que ocorre por todos os grupos de jovens cristãos franciscanos portugueses.
O Ícone e a Relíquia foram acolhidos pelo grupo, na Igreja Paroquial de Minde e lá permaneceram para adoração dos fiéis. De referir a passagem dos Elementos pela igreja do Vale Alto e Covão do Coelho.
No dia 15 de Abril, a Relíquia foi conduzida pelos “Pássaros de Assis” até ao Mosteiro de Nossa Senhora do Rosário – em Fátima, onde ocorreu um momento “especial” de adoração com as Irmãs CLARISSAS do Desagravo. Foi um momento único e inesquecível para todo o grupo, poder contactar com as seguidoras de  Santa Clara.                                          
De regresso a Minde, de referir a presença da Relíquia na capela do Lar de Idosos, a qual foi acolhida por todos os utentes com grande entusiasmo e alegria.
O encerramento da visita ocorreu no dia 21, com a celebração da Missa na Casa Paroquial presidida pelo Sr. Padre Albino e já com a presença do grupo de jovens de Leiria “Poverello de Assis”. O sacerdote relembrou-nos da importância da “vocação”, do maior dom que a Santa reconhece – “A nossa vocação é o maior de todos os benefícios que recebemos...” (Testamento de Santa Clara 2). Com o terminar da Eucaristia e com o sentimento de saudade entregamos o Ícone e a Relíquia ao grupo “Poverello de Assis”, visto que serão eles a dar continuidade à peregrinação. "
Grupo 'Pássaros de Assis'

10 de abril de 2012

Partilha sobre o Retiro JUFRA'12

O nosso Retiro deixou, mais uma vez, marca.
Como pegada única no nosso caminho, ele surge como momento de paragem em que, somos chamados a ousar deixar para trás os nossos hábitos diários, o nosso stress, os nossos trabalhos de casa, o nosso email, facebook, telemóvel, e, porque não?, o relógio... PARAR para ENCONTRAR. Os nossos irmãos do Convento do Varatojo abriram as portas da sua casa e acolheram-nos com a já esperada e querida familiaridade. É, realmente, um lugar que chama ao Belo e ao Simples, à Paz e à Alegria. Todo o fim-de-semana (23 a 25 de março) foi pautado pelo tema: CONHECE-TE! - "A verdade torna-te livre!". E foi, assim, mais uma oportunidade para mergulharmos + FUNDO...

Aqui fica a partilha de alguém que ousou viver esta pegada. . . ;)


8 de abril de 2012

Mensagem Pascal do SN!

Para TODOS e cada UM com muito carinho do vosso Secretariado Nacional! =)

Mensagem Pascal da nossa Assistência Espiritual!

Queridos irmãos jufristas,

Aqui partilhamos a mensagem que a nossa equipa da Assistência Espiritual nos quis deixar nesta Páscoa! Eles estão sempre connosco ;) 
Peçamos sempre ao Senhor também por eles e pela sua bela missão!
Ele está no meio de nós!

20 de março de 2012

Formação da COC 2012-13

Pois é! Aproxima-se o momento em que conheceremos quem são os jufristas que integrarão a C.O.C (Comissão Organizadora do Congresso)! C.O.C irá sonhar, concretizar e promover o nosso IX Congresso, a realizar no próximo ano 2013! E... o que é a C.O.C


Aqui ficam marcados os passos que percorreremos para a formação da C.O.C até ao Encontro Plenário 2012, que irá decorrer em Lisboa. Estejamos em plena sintonia até lá! J

1º - Nomeação de 3 jufristas por parte dos grupos. (enviar nomes ao SN até 4 de abril!)
- Comunicação da nomeação aos nomeados (pelo SN, de 14 a 21 de maio)
- Período de reflexão por parte dos nomeados (de 22 maio a 3 junho)
- Resposta dos nomeados ao SN (até 4 de junho)

Até lá, unamo-nos neste percurso da formação da  C.O.C, para que o Senhor, ao fazer o Seu chamamento, encontre as portas bem abertas dos nossos corações à missão que nos quer confiar!

25 de fevereiro de 2012

Retiro JuFra'12


CONHECE-TE!
“A verdade torna-te livre!”
[Jo 8,32]
Jesus pôs-se a dizer aos que nele tinham acreditado: «Se permanecerdes fiéis à minha mensagem, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres. Em verdade, em verdade vos digo: todo aquele que comete o pecado é escravo do pecado, e o escravo não fica na família para sempre; o filho é que fica para sempre. Pois bem, se o Filho vos libertar, sereis realmente livres.” [Jo 8,31-32, 35-36]

Queridos irmãos jufristas e amigos de caminhada,
   
Paz e Bem!
Durante esta Quaresma de 2012, queremos fazer-vos um convite... Queremos convidar-vos a parar diante de Deus, a escutar o que Ele tem para vos dizer e a sentir o Seu amor, gratuito e incondicional...
Mais concretamente, convidamos-vos a parar nos dias 23 (a partir das 21:30 horas),  24 e 25 de março de 2012, no Convento de Varatojo, em Torres Vedras.
Este Retiro será um momento de paragem importante na Caminhada que temos vindo a percorrer! Mais informações, já estão nos vossos emails ;)

Inscrições até ao dia 11 de Março de 2012 para o email do SN (jufra.sn@gmail.com)

Contamos convosco para Mergulharmos + FUNDO no verdadeiro sentido da Quaresma...!

24 de fevereiro de 2012

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma'12



«Prestemos atenção uns aos outros,
para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)

Irmãos e irmãs!

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre actual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.

1.      «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objecto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correcção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correcção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

2.      «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.

O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a actual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a acção do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

3.      «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf.Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

Benedictus PP XVI

23 de fevereiro de 2012

...e o percurso do Ícone e Relíquia de Santa Clara já iniciou!

...e o percurso do Ícone e Relíquia de Santa Clara pelos grupos e fraternidades da JuFra FFP e JuFra OFS já começou!
Aqui fica a carta enviada a todos os irmãos jufristas, para que possamos viver este percurso como uma verdadeira bênção de Santa Clara a todo o mundo, dirigida especialmente a nós, jovens cristãos franciscanos - e às irmãs clarissas de todo o país que o viverão intimamente connosco.


Aqui fica também o Calendário do percurso pelos grupos e fraternidades:


Desejamos a todos os grupos e fraternidades que levem aos "vossos mundos" a bênção de Santa Clara, descobrindo nela um exemplo de uma autêntica caminhada de discernimento vocacional. Saibamos ser, como ela, buscadores apaixonados do sentido das nossas vidas!
Sejamos, sem medo, jovens cristãos franciscanos!

Vigília SOVF'12 em Montalvo


Decorreu, de 09 a 16 de Janeiro, sob o tema O Amor de Cristo nos Impele, a semana de Oração e Ação de Graças pela Vocação Franciscana, dentro do marco do VIII centenário do nascimento da II Ordem. Por este motivo, o ponto alto desta semana, a Vigília de Oração e a Eucaristia celebradas pela Família Franciscana Portuguesa, nos dias 14 e 15, teve lugar no Mosteiro das Irmãs Clarissas, em Montalvo, diocese de Portalegre e Castelo Branco.
Estiveram presentes um considerável grupo de jovens e escuteiros dessa diocese, membros das três Ordens: as Irmãs Clarissas do referido Mosteiro que foram extraordinárias na colaboração e acolhimento de todos os presentes, a equipa conjunta da pastoral vocacional dos Frades Menores e da Confhic, a preciosa presença e contributo, sobretudo na animação litúrgica, da JuFra FFP de Leiria e membros da família franciscana.
A Vigília foi marcante. Constou de três momentos que delinearam e nos introduziram no itinerário vocacional de Francisco e Clara, ilustrados, cada um deles, com contextualização e legendas das suas vidas em episódios narrados e audiovisualizados, intercalados com cânticos apropriados. Cada momento culminava com um tempo de reflexão que a todos interpelava, quer jovens em busca de um modo novo de seguir Jesus, quer os que na sequela Christi anseiam por voos mais altos, segundo a forma de viver o evangelho dos Poverellos de Assis.
Terminados os três momentos, fomos brindados com a presença do Santíssimo Sacramento, que adoramos e contemplamos com a ajuda de Irmãs que interpretaram, com uma dança contemplativa, o sentido da entrega, doação e abandono da própria vida nas mãos de Deus. Durante esse ato, foi descerrado o ícone peregrino de Santa Clara, que visitará, de Janeiro a Outubro todas as fraternidades e grupos da JUFRA e Mosteiros clareanos em Portugal.
Terminámos, recebendo a bênção de Santa Clara dada pela Irmã Maria do Lado, Prioresa do Mosteiro, que, em seguida, apresentou a pintora, explicou como surgiu a ideia e a simbologia do ícone e leu o trajeto da sua peregrinação.
No dia seguinte, o Presidente da Família Franciscana Portuguesa, Frei Vitor Melícias, Ministro da OFM, presidiu à Eucaristia, no mesmo Mosteiro, momento alto deste acontecimento marcante para todos.
Elevemos graças ao Deus Altíssimo pelas maravilhas com que nos vai acalentando, todos os dias e todas as horas, na nossa caminhada.
[Eco da SOVF'12]

 . . . Aqui deixamos a partilha de uma jufrista que viveu este momento 
e que tão fraternamente nos quis deixar a marca do que experienciou . . .



18 de janeiro de 2012

Partilhas sobre o Dia Nacional'11

"Mergulha + fundo e encontrarás... VIDA!

Como foi bom seguir-Te e mergulhar mais fundo para Te encontrar...?!
Como foi bom reconhecer-Te em cada irmão jufrista que caminha a nosso lado e que partilha este oceano que és Tu e esta Vida infinita ...?!

Os Sóis de Bênção sentiram o calor deste Sol radioso e mesmo nas profundidades do oceano, encontrámos Vida!! Muitas vidas que querem mergulhar connosco, convivendo, partilhando as memórias, os dons, os talentos, a amizade, a alegria e a fraternidade.

Regressámos mais unidos a todos vós e mais felizes, porque vos deixámos o "nosso testemunho" (a vela e a cruz de S. Damião), que seja um sinal de força e coragem, união e fraternidade como foi para nós.

Estamos com + força para mergulhar + fundo!
Sóis de Bênção"

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"No Dia Nacional vivemos experiências que caracterizam o nosso espírito enquanto grupo, JuFra e enquanto franciscanos que somos. Neste dia celebramos mais um aniversário da JuFra que é motivo do nosso orgulho. Foi com imensa alegria que o Luz D'Assis participou e conviveu neste dia em que houve espaço para formação, para animação e para reflexão. Para nós o momento de sábado a tarde, o peddypaper "Em busca de Santa Clara…" foi um momento em que cada um pode refletir com os outros e ficar a conhecer um pouco mais sobre a vida de Santa Clara. Apesar de ter sido cansativo foi um momento muito gratificante e recompensador no fim. Encontramos Santa Clara nos vários momentos que passou. Momentos difíceis de provação e decisões importantes e momentos de alegria quando encontrou Cristo em Francisco. Dedicou a sua vida a Cristo até experimentar em plenitude a sua Páscoa (morte) com Jesus, deixando sempre o espírito franciscano aceso para dar continuidade.
«Agora vá, Francisco, e não olhe para trás.»
Santa Clara
Luz D'Assis"